quinta-feira, 31 de março de 2011

Agrale WXT 200 cc


Moto Agrale WXT 200, pra quem não lembra, foi fabricada para competir no 3° Hollywood Motocross em 87, evento que tinha status de campeonato brasileiro, mesmo sendo disputado com motos não especialmente feitas para competição. A intenção era divulgar a marca brasileira e concorrer com as Honda e Yamahas da época, mas isso nem chegou a acontecer, pois a moto não foi homologada a tempo pra competição, As más línguas garantem que a organização do evento, sabendo do potencial dessa maquina impediu sua participação, pois sabia que não haveria concorrentes a altura.

As cores são outra história a parte. De banco e quadro verde, para-lamas vermelho e tanque branco, homenageava a Italia, país de origem da Cagiva , que deu origem a marca Agrale.

Com tudo isso, é de se esperar que alguns aficcionados façam o possível pra manter viva a história dessa off Road.

Essa da foto foi reformada pelo amigo Tinho, e pelas fotos se tem noção do capricho, para deixar a moto o mais fiel possível as suas origens.

Parabéns Tinho.




10 dicas para comprar uma moto usada sem problemas

Você já aproveitou bastante sua motocicleta atual e decidiu que chegou a hora de comprar um modelo de maior capacidade cúbica, potência e porte viajar nos finais de semana. O problema é que você ainda não tem todo o dinheiro para ter uma moto “0 km” e não quer contrair novas dívidas. Uma boa opção pode ser as motos usadas ou seminovas. Então é hora de arregaçar as mangas e procurar um modelo que caiba no tamanho de seu orçamento e que também esteja de acordo com seu estilo de pilotagem.

Uma opção é “garimpar” no mercado uma boa moto usada. Seja na internet, de um particular, concessionária ou em uma loja independente, o consumidor deve tomar alguns cuidados na hora de assinar o cheque e concretizar a compra. Confira as dicas da Agência INFOMOTO para não transformar seu sonho em uma dor de cabeça constante:

1) Antes de sair de casa, pesquise no iMotos o preço médio da moto que você quer comprar. Desconfie de preços muitos baixos.

2) Se você optar por adquirir sua moto em uma loja independente, faça uma pesquisa junto aos órgãos de defesa do consumidor e verifique a idoneidade da empresa e a procedência do veículo.

3) Leve um amigo ou um mecânico de sua confiança para ver a moto. De cara, olhe a aparência geral – trincas na pintura e pequenos amassados no tanque, paralamas e rabeta podem indicar quedas. Fique atento também à numeração do chassi, verifique se não há indícios de adulteração. Veja também pontos de ferrugem, condições do kit de transmissão (corrente, coroa e pinhão), parte elétrica e pneus. Aliás, se o pneu estiver ressecado é sinal que a moto ficou parada por um bom tempo. Preste atenção às pedaleiras, manoplas e manetes, caso estejam muito gastsos podem indicar alta quilometragem. Não confie somente no hodômetro.

4) Com a moto em funcionamento, verifique se há algum barulho estranho no motor, vazamentos nas juntas e se o propulsor está queimando óleo.

5) Peça para fazer um test-drive e conferir a estabilidade e o comportamento das suspensões e a eficiência do sistema de freios. Segurança em primeiro lugar.

6) Com o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) em mãos, você pode fazer uma consulta no site do Detran de seu Estado. Veja se existem débitos, dívidas junto a instituições financeiras ou alienação.

7) Confira minuciosamente toda a documentação: Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do seguro obrigatório (DPVAT) e certificado de registro e licenciamento do veículo. Outra precaução é verificar se a moto não consta no cadastro de veículos roubados (CNVR).

8) Se o recibo de venda estiver rasurado, o reconhecimento da assinatura no documento não será efetuado pelo cartório. Se isso ocorrer, o vendedor deverá pedir uma segunda via do documento ao proprietário da moto. Na hora do acerto, o certificado de transferência deve ser preenchido, datado, assinado e contar com firma reconhecida. A transferência do veículo deve ser realizada no prazo de 30 dias, a partir da data do recibo de compra e venda.

9) Antes de comprar qualquer veículo, o Detran-SP orienta que o interessado solicite uma vistoria da moto junto ao órgão de trânsito. As informações estão disponivéis no site do Detran - ícone Veículos – Vistoria Veicular. O procedimento é simples, porém trabalhoso. Leve ao setor de vistoria o veículo e os seguintes documentos: Original do CRV - Certificado de Registro do Veículo (documento de transferência); original do CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo e RG original. O serviço é isento de taxa. A cidade de São Paulo, por exemplo, conta com três pontos de vistoria.

10) Exija nota fiscal e termo de garantia da revenda ou da loja, laudo técnico de inspeção e o certificado da inspeção veicular ambiental (caso a moto esteja registrada na cidade de São Paulo).

Texto: Aldo Tizzani (Infomoto) / Foto: Agência INFOMOTO e Divulgação / Fonte: iCarros

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mini-Montesa

As Montesas H6 e H7 de 250 ou 360 cc, lendas vivas do início dos anos 80, são conhecidas da maioria, fui no bar de um amigo e vi um ciclomotor da marca pendurado na parede como parte da decoração, 50cc, aro 15, o modelo "Mini-Montesa", motor de partida a pedal com 2 marchas e cambio automático, raro por sua produção apenas de 68 a 70.
Gosto da marca, e não é de hoje, claro que a moto do bar não ta tão conservada como essa das fotos.


segunda-feira, 14 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

2ª Motofair

O aquecimento do mercado mineiro e o surpreendente sucesso da 1ª edição Motofair - Feira de Motos, Bikes, Peças e Acessórios, ano passado, aumenta a expectativa do sucesso da 2ª Motofair, de 31 de março a 3 de abril de 2011, em Belo Horizonte, no Expominas.

O evento já surge ampliado, com área externa de mais de 15 mil m² para shows acrobáticos, free style, test drives comparativos e estacionamento para motociclistas. O lançamento da Ilha Verde, área subsidiada pelo evento e destinada à exposição de motos e bicicletas elétricas, é a contribuição da Minasplan para incrementar o uso de energia limpa e um estilo de vida ecologicamente correto, conceitos que se enlaçam ao espírito dos amantes das duas rodas.

Quem quiser maiores informações só acessar o site.




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cidade das motos

Em Tabatinga, os carros têm duas rodas. Sim, porque fica difícil perceber as onipresentes motocicletas apenas como motocicletas. Na pequena cidade amazonense, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, elas fazem as vezes de carro. Levam a família toda. Duas, três, quatro, cinco pessoas. Também dão uma de utilitário. Carregam colchão, antena parabólica, cachorro, mesa, cadeira, televisão, caixas... Ao guidão, nem sempre aparece um maior de idade com habilitação no bolso e capacete protegendo o crânio. Cena comum é ver garotos de 15 anos e chinelo acelerando com a cabeça a céu aberto. Os forasteiros coçam os olhos para acreditar na extraordinária paisagem urbana.

O agente Chicão, chefe da base Anzol, uma das responsáveis pela Operação Cobra na selva entre o Brasil e a Colômbia, está acostumado a enfrentar de metralhadora em punho quadrilhas de traficantes que navegam pelo rio Solimões. Mas ainda não se sente à vontade em terra firme, a bordo de um Corsa Sedan, pelas ruas de Tabatinga. "As motos estão por todos os lados. Botam medo na gente", diz o policial federal. Não há números oficiais, mas chutes arriscam que elas são mais de 20 000, contra apenas 1 500 carros. "De cada dez pessoas, seis têm moto", calcula o coordenador de transporte da cidade de 45 000 habitantes, Andson Souza dos Santos.

Impossível dizer se é a cidade brasileira com maior relação de motos por carro, já que nem o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) consegue refletir a realidade - seria preciso ir além dos dados das motos registradas. Apesar de Tabatinga contar com apenas duas concessionárias (Honda e Yamaha), circulam pelas ruas da cidade motos com logotipos dos mais variados. Além das conhecidas Suzuki, Kawasaki e Sundown, tem Kin Kow, Chin Chen, Baja, AMC, Alteco, Senke... Todas vêm da Colômbia. Como a fronteira entre os dois países resume-se a meia dúzia de cones e uma lombada, não há controle policial e troca-se de país como quem atravessa a rua.

Preferência nacional
O acanhado tamanho da cidade amazonense, a falta de postos de gasolina e a presença maciça das mototáxis explicam a supremacia das motos na cidade. Mas rodar sobre duas rodas é uma tendência no Brasil inteiro. Em 2006, foi vendido 1,27 milhão de motos, contra 1,83 milhão de carros. Segundo Tiago Salvestrini Franceschini, analista setorial da consultoria Lafis, as vendas de motos devem superar as de carro em 2010. "Com preços acessíveis e financiamento facilitado, elas são a primeira opção na hora de escolher um meio de transporte", diz Tiago. Uma moto recém-lançada pela Honda, por exemplo, tem financiamento com mensalidade de 74,76 reais. Em Tabatinga há ainda outro fator que dá pontos às motos: não existem estradas - para ir embora, apenas de avião ou pelo rio Solimões. Portanto, veículos servem apenas para rodar dentro da cidade. No máximo uma escapada até Letícia, do lado de lá da fronteira.

Mas cuidado: lá tem guardas de trânsito e o uso do capacete é cobrado. Os brasileiros alugam o "acessório" em bancas de rua por 1 real a hora para poder rodar no país vizinho. Em Tabatinga, não há fiscalização nenhuma. E o único farol da cidade esteve quebrado por quase um ano - foi consertado em dezembro. No ano passado, 40 pessoas fizeram curso para agente de trânsito, mas ainda falta coragem para colocá- los em ação. "Se a gente começar a aplicar a lei a cidade pára, porque só 20% dos motoristas têm habilitação. As pessoas aqui acham que dirigir uma moto é como andar de bicicleta", diz Andson. O tatuador Marcos Cabreira Saldanha se junta ao coro dos que pedem uma colherada a mais de lei. Ele tem calafrios quando vê as sobrinhas menores de idade seguirem de moto para a escola. "Isso é um perigo, mas é normal por aqui. Ninguém se assusta", afirma Marcos.

Desde o ano passado, começou um esforço para habilitar os motoristas da cidade. Os 400 mototaxistas foram os primeiros a entrar na programação, mas por enquanto menos de 100 passaram pelo processo. Existe uma única moto-escola em Tabatinga e os exames precisam ser feitos pelo Detran de Manaus, que dá as caras ali duas ou três vezes por ano. "A prefeitura quer que todos os mototaxistas tenham habilitação", diz Diogo Hidalgo Filho, presidente da associação dos mototaxistas azuis - existem ainda amarelos, verdes e vermelhos. "Nós conseguimos um acordo com a moto-escola para parcelar o valor em 24 parcelas de 15 reais", afirma Diogo. A idéia é diminuir o peso da medida no orçamento dos mototaxistas, que cobram 1,50 real por corrida e conseguem faturar de 500 a 600 reais por mês.

Na única avenida que corta a cidade e nas pequenas ruas que a ladeiam, os acidentes de trânsito cres cem ano a ano. "Fim de semana, quando muitos arriscam dirigir embriagados, é um atrás do outro", diz Luciane Borba, de 29 anos, gerente da concessionária Honda, que vende uma média de 60 motos por mês. "Oferecemos curso de direção defensiva e sempre insistimos em dizer aos nossos clientes a importância do uso do capacete." Segundo Jackson Julio Batalia Gonçalves, da Secretaria de Infra-estrutura, foram 396 acidentes em 2005 e 526 no ano passado - de cada quatro acidentes, um envolve um menor de idade. O número de mortes é até baixo se comparado ao de acidentes: foram 21 entre 2005 e 2006.

Depois que se acostuma (por bem ou por mal), o visitante entra na onda e por 5 reais aluga uma moto. Mas é bom lembrar que leis de trânsito ali não existem. Vale o bom senso. E bom senso nem sempre é suficiente para definir quem está errado em um cruzamento. Alugue seu capacete, encha-se de cuidado (e coragem) e vá em frente. Afinal, você está no meio da Amazônia e há muito o que fazer por lá.


CARROS X MOTOS

- Tabatinga: 13 motos por carro
- São Paulo: 9 carros por moto
- Rio de Janeiro: 11 carros por moto


CIDADES COM MAIS MOTOS

- São Paulo: 490000
- Goiânia: 140000
- Rio de Janeiro: 123000

28 MILHÕES DE CARROS E 9,5 MILHÕES DE MOTOS CIRCULAM PELO BRASIL


TRÍPLICE FRONTEIRA


Para ir de Manaus a Tabatinga, você escolhe: quatro dias de barco ou três horas de avião


É ÓBVIO
No site www. portaltabatinga. com.br, uma enquete pergunta que tipo de diversão falta na cidade. Só 6% pedem biblioteca. Centro esportivo é o desejo de 15%. Parque para as crianças é o anseio de 36%, enquanto 41% almejam uma pista de motocross.


POSTO MÓVEL
Não há posto de gasolina em Tabatinga. Para abastecer, os brasileiros precisam atravessar a fronteira em direção à Colômbia ou usar as pequenas bancas de madeira instaladas nas esquinas da cidade. Comerciantes brasileiros compram a gasolina em Letícia por 4 reais o galão (3,6 litros) e a revendem em Tabatinga em pequenas bancas improvisadas nas esquinas cobrando 2 reais por garrafa de 600 ml. A garrafa de 2 litros sai por 5 reais.


http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/conteudo_222811.shtml